Património Arquitectónico
São várias as Vilas e Cidades Açorianas, cujo património arquitectónico edificado tem indiscutível valor histórico e cultural, atingindo-se o expoente máximo em Angra do Heroísmo, cidade cujo centro histórico está classificado pela UNESCO como Património da Humanidade.
Angra é, sem dúvida, o exemplo de referência, pelo meritório trabalho de preservação e restauro do património arquitectónico coordenado pelo Gabinete da Zona Classificada da Cidade em perfeita sintonia com os poderes públicos e interesses privados.
Existem, porém, outras Vilas e Cidades, na nossa Região, cuja herança arquitectónica tem sido mantida e preservada. Existe cada vez mais a consciência de que a preservação dos nossos edifícios “antigos” é, ao fim e ao cabo, a preservação da nossa identidade histórica, daquilo que fomos, do que são as nossas origens, e daquilo que pretendemos projectar no futuro.
A Vila da Madalena, apesar de estar longe de ser uma referência nesta área, tem vários edifícios de inquestionável valor histórico e arquitectónico que importa serem recuperados e preservados. Um dos poucos exemplos, mas porventura o mais feliz, de recuperação do nosso património arquitectónico são as obras de recuperação da Igreja Matriz de Santa Maria Madalena, recentemente concluídas.
Felizmente o edifício da nossa Igreja Matriz não é caso único. Existem outros, poucos, bons exemplos, como o são o edifício onde está instalado o Museu do Vinho, o edifício da Câmara Municipal da Madalena, e, de uma forma geral, praticamente todas as Igrejas do Concelho.
São vários também, já, apesar de ainda poucos, os particulares que dedicam especial atenção à recuperação de imóveis antigos, havendo alguns bons exemplos um pouco por todo o Concelho. Neste caso o exemplo mais bem conseguido será porventura o edifício da Rua Ouvidor Medeiros – junto à zona balnear da Areia-Funda, que é propriedade dos Herdeiros do, saudoso, Dr. Tomás Duarte Júnior.
Existem, porém, e em número considerável, diversos edifícios e/ou conjuntos arquitectónicos em avançado estado de degradação, alguns já mesmo em ruínas, que merecem, ou pelo menos deveriam merecer, outra atenção.
Os exemplos são mais que muitos, mas, até porque o texto já vai longo, detenhamo-nos apenas em alguns:
Desde logo, pela sua localização, todo o conjunto arquitectónico da Rua Ouvidor Medeiros, cujos edifícios, todos centenários, estão em ruínas, ou em risco de ruir a qualquer momento. Trata-se de uma artéria onde está vedado o trânsito automóvel, em pleno Centro da Vila da Madalena, o que lhe deveria conferir o estatuto de zona privilegiada, quiçá até de zona nobre, pela sua relação próxima com o mar e pelo valor histórico dos seus edifícios. O cenário de abandono e de ruína é, porém, por demais evidente;
Detenhamo-nos, também, na Casa Conventual sita ao lugar dos Toledos, cujo ex-proprietário era o nosso querido amigo e saudoso Eng. Manuel Augusto da Costa, agora propriedade da Paróquia da Madalena. É um edifício de inequívoco valor histórico e cultural. O tecto desabou à muito, e a restante estrutura ameaça ruir a qualquer momento;
Outro exemplo, ainda, é o edifício sito ao lugar do Guindaste, na Freguesia da Candelária, onde terá morado (talvez até nascido) o primeiro Presidente da República Portuguesa, Manuel de Arriaga. O estado de degradação é evidente;
E muitos mais exemplos poderíamos citar, como por exemplo todo o conjunto arquitectónico do lugar do Cachorro…
Fica, assim, aqui, um grito de alerta a quem de direito, sejam entidades públicas ou privadas!
É urgente começar a olhar para o nosso património arquitectónico de outra forma.
É a nossa identidade histórica que está em causa.


1 Comments:
Não vale a pena insistir porque qum nos governa tem a inteligencia tacanha.
Quer melhor exemplo que é lancha Calheta?
Está tudo dito
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