segunda-feira, fevereiro 21, 2005

Sábado de Emoções fortes!


Sábado – são 19.30 horas, um a um todos já chegaram ao Pavilhão.
Eu também, de camisola de lã e casaco, maldita gripe!
O ritual que antecede os jogos não se altera. Em pouco minutos todos estão equipados. Decorre o período de aquecimento e, como que por encanto, já é hora de começar o jogo.
Do outro lado está a Física de Torres. Do outro lado está um adversário organizado disposto a discutir o resultado. Disposto a tentar a vitória ou, em ultimo caso, a vender muito cara a derrota.
Os Árbitros, bem!!?! …os Árbitros são dois velhos conhecidos (nesta fase serão poucos os desconhecidos). Não sei se será implicação minha, ou se serei alérgico a determinados árbitros, mas estes, até pelo que lhes conhecemos do passado, não me inspiram nenhuma confiança.
O Pavilhão está cheio. O Público afluiu em grande número. Todos querem ver a sua equipa. A Armada Verde entoa palavras de ordem e cânticos de incentivo (a fazer lembrar as claques dos grandes clubes de futebol).
O Jogo começa. O barulho é ensurdecedor, o público apoia com entusiasmo a equipa do Candelária.
Entramos bem no jogo, estamos a jogar melhor e a dominar o jogo, o Física limita-se a defender, mas… Contra-ataque, remate de meia distância e Golo! Golo do Física! Maldito remate que ninguém esperava pudesse ser golo!
O jogo continua. Os minutos sucedem-se. Diria mesmo que o tempo voa.
É tempo de intervalo. Dirigimo-nos em passo apressado para o balneário. Estamos todos um pouco incrédulos com aquilo que está a acontecer. O Física vence por dois a um!
O Candelária está a dominar o jogo, tem mais posse de bola, atacou mais, e o Física tem-se limitado a defender. Mas mesmo assim o resultado é desfavorável.
A palavra de ordem para a segunda parte do jogo é Confiança. Todos acreditamos nas nossas capacidades. A aposta é, obviamente, dar a volta ao resultado.
Recomeça a segunda parte. Bola cá – bola lá. Golo cá – golo lá. Auto-golo.
O tempo voa, o público começa a desesperar, mas não desarma. O apoio ao Candelária é incondicional. A bancada faz-se ouvir a plenos pulmões. Os nervos estão à flor da pele. Impera a emoção.
Faltam pouco mais de quatro minutos para o final e… Malditos “físicos”, vencem por cinco a três!
Começa a ser muito difícil. A pressão é enorme. Mas maior é a força de vontade, e espírito de sacrifício dos nossos jogadores.
Nada, nem ninguém, nos impede de continuar a acreditar.
Golo! Golo do Candelária! Cinco a quatro, a Física continua em vantagem. O Público na bancada está ao rubro.
O cronómetro não pára. O final do jogo aproxima-se a passos largos.
Cinco a cinco. O jogo está empatado!
Na Bancada já ninguém consegue estar sentado. O Barulho é ensurdecedor. Os últimos minutos decorrem ao som de palmas e gritos de incentivo!
Seis a cinco. GOLO! É a explosão de alegria!
Pouco mais de um minuto para o final do jogo e o Candelária está na frente do marcador.
O público aplaude de pé. O ambiente é de grande felicidade, de grande emoção!
Já falta menos de um minuto e… Malditos Árbitros! Eu bem sabia, não se pode confiar nestes senhores do apito. È grande penalidade contra o Candelária.
Grande Gustavo. Decisiva defesa.
Os poucos segundos que restam demoram uma eternidade a passar. O Jogo termina e… nova explosão de alegria!
Está ganho. O ar de felicidade está estampado no rosto de todos.
Que grande vitória!
As onze da noite já lá vão. Todos estamos mais calmos, um pouco cansados, mas com a firme convicção do dever cumprido.
A força de vontade e o enorme espírito de sacrifício de todos valeu mais uma muito sofrida, mas grande vitória!