No Alentejo... Férias!
No Alentejo o tempo passa devagar... e ainda bem que assim é!
O tempo passado no Alentejo, no Redondo – Terra de oleiros, barro (muito barro), e bom vinho, foi de férias. Foi de descanso absoluto.
Agora que estas duas semanitas de férias já estão a acabar olhamos para trás e damos por bem empregue o tempo passado por terras alentejanas.
Curioso será o facto de que, apesar da seca severa que assola Portugal, o tempo que passámos pelo Alentejo foi quase sempre de chuva, pouca, é verdade, mas chuva…
Para quem está de férias a chuva não será propriamente a melhor companhia, mas a alegria e boa disposição, que aquelas poucas gotinhas de água despertavam em todos quantos nos rodeavam, era contagiante. Fazia-nos sentir como se fizéssemos parte de algo grandioso…
No Redondo reencontrámos a família da São (que estava cheia de saudades), e deliciamo-nos com as, muitas, iguarias típicas daquela zona do País (superiormente confeccionadas pela minha sogra), sempre acompanhadas com o característico vinho local!
Recordo agora as horas passadas a ouvir as histórias de Mestre Xico Tarefa, ou simplesmente as horas passadas a vê-lo produzir, na roda de oleiro, as peças que fazem as delícias dos amantes da olaria tradicional do Redondo. Mestre Xico Tarefa é Oleiro de créditos firmados e reconhecidos (para além de ser meu sogro) … Foi, ainda não há muito tempo, considerado um dos Artesãos do Século em Portugal (entenda-se: do sec. XX), distinção que é, diga-se em abono da verdade, merecida!
Évora continua, como sempre, imponente…
Do alto da aldeia histórica de Monsaraz (umas das mais bem preservadas e bonitas do nosso País), observámos, com admiração, o maior lago artificial da Europa: o Alqueva.
E aqui, outra curiosidade: Em tempo de seca, seca severa, ali está calmo e imponente o Alqueva. É água a perder de vista. A barragem está completamente cheia, escandalosamente cheia! Sim, leu bem: Escandalosamente cheia!
São milhões, e mais milhões, de litros de água ali completamente desaproveitados, enquanto Portugal agudiza com falta de água… A barragem foi concluída, inaugurada com pompa e circunstância, mas os canais para regadio (motivo maior pelo qual foi construída aquela barragem), e demais infra-estruturas necessárias ao seu funcionamento ainda estão por executar…
Agora, já no Pico, prestes a terminar o meu curto período de férias, tenho saudades do Alentejo… daquela paz revigorante e motivadora!
O regresso está prometido para Setembro, altura da Vindima, e quando calor já não aperta muito!


