quinta-feira, abril 28, 2005

Dilema!

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Ortografia


Em resposta aos ‘e-mails’ e/ou comentários que (raramente… muito raramente) recebo por causa de erros ‘hortográficos’ (imaginários) n’O Ser e o Nada, faço minhas as palavras do heterónimo de Fernando Pessoa, Álvaro Campos:

"Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e erróneo nesta terra?”

terça-feira, abril 26, 2005

As nossas convicções!


"Desde que nos propomos emitir uma verdade de acordo com as nossas convicções damos logo a impressão de fazer retórica. Que espécie de prestidigitação vem a ser essa? Como é que nos nossos dias não poucas verdades, proferidas que sejam, por vezes, mesmo em tom patético, imediatamente ganham aspectos retóricos? Porque é que na nossa época cada vez há mais necessidade, quando pretendemos dizer a verdade, de recorrer ao humor, à ironia, à sátira? Porquê adoçar a verdade como se se tratasse de uma pílula amarga? Porquê envolver as nossas convicções num misto de altiva indiferença, digamos, de desprezo para com o público? Numa palavra, porquê certo ar de pícara condescendência? Em nossa opinião, o homem de bem não tem de envergonhar-se das suas convicções, ainda mesmo que estas transpareçam sob a forma retórica, sobretudo se está certo delas."

Fiodor Dostoievski, in 'Diário de um Escritor'

Com convicção!


O Candelária Sport Clube já convenceu toda a gente. Está confiante e tem qualidade e ambição para poder ser campeão.
Já ninguém tira ao Candelária um lugar na história deste campeonato. Mas isso já é manifestamente pouco para esta equipa. A demonstração de confiança, de qualidade e de ambição que deu no último Sábado justifica plenamente que o Candelária ocupe o lugar cimeiro da classificação e, bem assim, ambicione um lugar entre os que disputam o escalão maior do Hóquei patinado português.

Com a vitória frente ao Nafarros (por sete a quatro), o Candelária consolidou o primeiro lugar na tabela classificativa, mantendo uma vantagem de dois pontos sobre o segundo classificado.
Apesar do enorme valor que reconhecemos a todos os adversários, e do respeito que nos merecem, assumimos com convicção o desejo de, não só subir de divisão, como também de sermos Campeões Nacionais da segunda divisão!
Quem vê em acção esta equipa, mais do que ficar rendido, fica absolutamente convencido.

Ser Livre!


"É mais difícil ser livre do que puxar a uma carroça. Isto é tão evidente que receio ofender-vos. Porque puxar uma carroça é ser puxado por ela pela razão de haver ordens para puxar, ou haver carroça para ser puxada. Ou ser mesmo um passatempo passar o tempo puxando. Mas ser livre é inventar a razão de tudo sem haver absolutamente razão nenhuma para nada. É ser senhor total de si quando se é senhoreado. É darmo-nos inteiramente sem nos darmos absolutamente nada. É ser-se o mesmo, sendo-se outro. É ser-se sem se ser. Assim, pois, tudo é complicado outra vez. É mesmo possível que sofra aqui e ali de um pouco de engasgamento. Mas só a estupidez se não engasga, ó meritíssimos, na sua forma de ser quadrúpede, como vós o deveis saber."

Vergílio Ferreira, in 'Nítido Nulo'

sexta-feira, abril 22, 2005

Foi há 31 anos... (5)

25 de Abril de 74

Foi há 31 anos... (4)

25 de Abril de 74

Anos mais tarde, a propósito dos acontecimentos no Largo do Carmo no dia 25 de Abril de 1974, em entrevista a um órgão de comunicação social, o Capitão Salgueiro Maia recorda, com emoção, o ambiente que se viveu naquele dia:
«No Carmo, ao chegar houve desde senhoras a abrir portas e janelas para colocar os homens nas posições dominantes sobre o Quartel, até ao simples espectador que enrouquecia a cantar o Hino Nacional. O ambiente que lá se viveu não tem descrição, pois foi de tal maneira belo que depois dele nada de mais digno pode acontecer na vida de uma pessoa».

Foi há 31 anos... (3)

25 de Abril de 74

Foi há 31 anos... (2)

25 de Abril de 74

Às 4,26 o Rádio Clube Português emite o primeiro comunicado. Joaquim Furtado lê pausada e solenemente:
«Aqui posto de comando do Movimento das Forças Armadas.
As Forças Armadas portuguesas apelam a todos os habitantes da cidade de Lisboa no sentido de recolherem a suas casas, nas quais se devem conservar com a máxima calma. Esperamos sinceramente que a gravidade da hora que vivemos não seja tristemente assinalada por qualquer acidente pessoal, para o que apelamos para o bom senso dos comandos das forças militarizadas, no sentido de serem evitados quaisquer confrontos com as Forças Armadas. Tal confronto, além de desnecessário, só poderá conduzir a sérios prejuízos individuais que enlutariam e criariam divisões entre os Portugueses, o que há que evitar a todo o custo. Não obstante a expressa preocupação de não fazer correr a mínima gota de sangue de qualquer português, apelamos para o espírito cívico e profissional da classe médica, esperando a sua acorrência aos hospitais, a fim de prestar a sua eventual colaboração, que se deseja, sinceramente, desnecessária
».

Foi há 31 anos... (1)

25 de Abril de 74

Corridas em Patins


Decorre, hoje e amanhã, 22 e 23 de Abril, no Patinódromo Internacional da Madalena do Pico, o Campeonato Açoriano de Corridas em Patins, na categoria de Juniores.
Participam as equipas da Casa do Povo do Cabo da Praia, Clube Desportivo Ribeirense e Casa do Povo da Madalena.
As provas tem inicio, hoje, Sexta-feira, às 20.00 horas. Amanhã, Sábado, começarão às 10.00 horas.

As bases da Sociedade


"Politicamente falando, não há mais do que um princípio - a soberania do homem sobre si mesmo. Essa soberania de mim e sobre mim chama-se Liberdade. Onde duas ou mais destas soberanias se associam principia o Estado. Nesta asssociação, porém, não se dá abdicação de qualidade nenhuma. Cada soberania concede certa quantidade de si mesma para formar o direito comum, quantidade que não é maior para uns do que para os outros. Esta identidade de concessão que cada um faz a todos chama-se Igualdade. O direito comum não é mais do que a protecção de todos dividida pelo direito de cada um. Esta protecção de todos sobre cada um chama-se Fraternidade. O ponto de intersecção de todas estas soberanias que se agregam chama-se Sociedade.
Ora, sendo essa intersecção uma junção, por consequência esse ponto é um nó. Daqui vem o que nós chamamos laço social. Dizem alguns «contrato social», o que vem a ser o mesmo, visto que a palavra contrato é etimologicamanete formada com a ideia de laço. Vejamos agora o que é a igualdade, pois se a liberdade é o cume, a igualdade é a base. A igualdade, cidadãos, não é o nivelamento de toda a vegetação; uma sociedade de grandes cânulas de erva e pequenos carvalhos; um tecido de invejas; é, civilmente, a admissão de todas as aptidões; politicamente, o mesmo peso para todos os votos."


Victor Hugo, in 'Os Miseráveis'

Coisas que se dizem! (21)


"Nós gostamos de dizer mal pelas costas e bem pela frente. Nós gostamos de ser amigos de toda a gente e de não gostar de ninguém. Nós gostamos de ser manhosos e, passe a palavra (...), gostamos de ser merdosos. E eu não gosto disso. É um lado da alma portuguesa que me irrita profundamente."

José Miguel Júdice no 'Diário de Noticias' em 2005-04-22

Dia Mundial do Livro

23 de Abril - Sábado

Numa época caracterizada pela globalização das redes electrónicas e televisivas, o livro constitui um instrumento excepcional para a expressão das identidades culturais. A sua projecção é um factor decisivo para a promoção da diversidade cultural.
Hoje mais do que nunca, o livro permanece, sob as suas diversas formas, das mais tradicionais às mais inovadoras, um meio insubstituível de informação, de reflexão critica e de educação.
Em 23 de Abril de 1616 faleceram Cervantes, Shakespeare e Garcilaso de la Vega. Também no dia 23 de Abril nasceram ou morreram outros escritores famosos como Maurice Druon, K. Laxness, Vladimir Nabokov, Josep Pla e Manuel Mejía Vallejo.
Foi o enorme simbolismo desta data para a literatura universal o motivo da sua escolha pela UNESCO para prestar uma homenagem mundial ao livro e aos seus autores.
A ideia desta celebração instituída pela UNESCO em 1955 iniciou-se na Catalunha, Espanha, onde, no Dia de São Jorge, 23 de Abril é tradição entregar, como oferta, uma rosa com cada livro vendido.

quinta-feira, abril 21, 2005

Uma questão de atitude!


Enquanto vagueava, ao acaso, pela Internet, descobri num “site” brasileiro, o texto que, abaixo, reproduzo textualmente. É uma reflexão curiosa, e emocionante, sobre a forma como devemos encarar a vida.
Os autores, quer do texto, quer do próprio “site”, não estavam identificados.

«Jerry era o tipo de pessoa que você adoraria detestar.
Ele estava sempre de bom humor e sempre tinha alguma coisa positiva pra dizer.
Quando alguém lhe perguntava como ia, ele respondia: Melhor do que estou, só se fosse dois!
Ele era um gerente ímpar porque tinha vários garçons que o seguiam para qualquer restaurante que fosse. Os garçons acompanhavam Jerry por causa de sua atitude. Ele era um motivador nato.
Se um empregado estava num dia ruim, Jerry lhe mostrava como olhar para o lado positivo da situação.
Observando seu estilo, fiquei muito curioso. Então, um dia, procurei pelo Jerry e lhe disse: - "Não consigo entender isso! Não dá para ser uma pessoa positiva o tempo todo. Como você faz isso?"
Jerry respondeu: - "Cada manhã eu acordo e digo para mim mesmo: Jerry, você tem duas escolhas hoje:
Você pode optar por passar o dia bem humorado ou mal humorado. Eu escolho passar bem humorado.
Cada vez que algo ruim acontece, posso escolher entre ser vítima ou aprender com a nova situação. Eu escolho aprender.
Cada vez que alguém vem se queixar, eu posso escolher entre aceitar a reclamação ou mostrar o lado positivo da vida. Eu escolho mostrar o lado positivo da vida."
- OK, está certo, mas não é assim tão fácil, eu protestei.
- "É sim, Jerry disse: A vida é toda feita de escolhas. Quando você elimina todo o lixo, cada situação se torna uma escolha. Você escolhe como reagir em cada situação. Você escolhe como as pessoas vão afetar seu humor. Você escolhe se vai estar de bom ou mau humor. O cerne da questão é: Como viver sua vida é, única e exclusivamente, escolha sua."
Passei a refletir sobre o que o Jerry havia dito. Logo depois disso, saí do ramo de restaurantes para iniciar meu próprio negócio. Perdemos contato mas, freqüentemente, eu pensava nele quando tinha uma escolha a fazer na vida, em vez de reagir. Muitos anos mais tarde, soube que Jerry havia cometido um erro que jamais deve ser cometido num restaurante: certa manhã ele esqueceu a porta dos fundos aberta e foi surpreendido com um cano de revólver na cabeça e três ladrões armados. Tentando abrir o cofre, as mãos de Jerry tremeram de nervoso, deixando escapar a combinação. Os bandidos entraram em pânico e atiraram.
Felizmente Jerry foi encontrado a tempo de ser rapidamente levado ao hospital. Depois de 18 horas de cirurgia e semanas de tratamento intensivo, Jerry recebeu alta, ainda com fragmentos de bala em seu corpo.
Encontrei-o aproximadamente 6 meses após o acidente. Quando lhe perguntei como estava, ele respondeu: "Melhor do que estou, só se eu fosse dois! Quer ver minhas cicatrizes?" Preferi não ver, mas perguntei o que passou pela sua cabeça no momento do assalto.
- "A primeira coisa que pensei foi que deveria ter trancado a porta dos fundos", Jerry respondeu. "Depois, deitado no chão, lembrei que eu tinha duas escolhas:Podia escolher viver, ou escolher morrer. Escolhi viver".
- Você não estava assustado? Você desmaiou? perguntei.
Jerry continuou: - "Os paramédicos foram ótimos. Eles não paravam de dizer que eu ia ficar bom. Mas quando eles me levaram para o centro cirúrgico, vi as expressões nos rostos dos médicos e das enfermeiras, e aí fiquei realmente assustado. Eu podia ler em seus olhos 'Ele é um homem morto!' Eu sabia que tinha que agir rápido."
- O que você fez? Perguntei.
- "Bem, havia uma enfermeira enorme, me fazendo perguntas," disse Jerry. "Ela perguntou se eu era alérgico a alguma coisa. Sim, repondi. Os médicos e enfermeiras pararam de trabalhar e ficaram esperando pela minha resposta. Respirei profundamente e gritei: a balas!. Num tom mais alto que suas risadas eu lhes disse:
- "Estou escolhendo viver! Operem-me como a um vivo e não a um morto."
Jerry viveu graças (a Deus, claro, e) à habilidade dos médicos, mas também por causa de sua incrível atitude. Com ele aprendi que a cada dia temos a escolha de viver plenamente.
Tenha atitudes positivas, viva com fé e otimismo, e a vida vai ter outro brilho para você.»

TAP no Pico!

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Eram 19.22 horas quando o Airbus A319, Josefa D’Óbidos, aterrou no Aeroporto do Pico...
Pilotado pelo Comandante Almeida Carvalho, o avião da TAP, que demorou praticamente três horas a efectuar a viagem desde Lisboa, transportava 82 passageiros.
Está, definitivamente, aberto um novo horizonte para as gentes do Pico!

quarta-feira, abril 20, 2005

Coisas que se dizem! (20)


"Antigamente os melhores políticos lideravam a opinião pública. Agora os que têm ambições políticas limitam-se a segui-la."

Fernando Sobral no 'Jornal de Negócios'

A voar para o Pico!

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terça-feira, abril 19, 2005

No avião!


Pelo menos uma vez por mês, e ás vezes até duas, lá vamos nós…
São duas horas e meia até Lisboa, e dois dias depois as mesmas duas horinhas e meia, de regresso à Horta!
Eu, até, nem desgosto de voar. Quando era criança alimentava o sonho de um dia poder ser piloto de aviões (enfim… sonhos de crianças!).
Porém, convenhamos que, é aborrecido.
Ao fim das primeiras viagens, rapidamente fiquei cansado de ver descritos os mesmos processos de emergência, vezes e vezes sem conta, sem nunca os poder pôr em prática! É uma autêntica tortura mostrarem-me aqueles coletes amarelos “que estão debaixo do assento”, as janelas, sobre as asas, que se transformam em portas, e as engraçadas mangueiras de emergência e nunca nos deixarem brincar com estes “artefactos high-tech”! Para quê descer as enfadonhas escadinhas quando se pode escorregar tubo abaixo como num “Aquaparque”? (pelo menos o desembarque seria bem mais engraçado, muito mais radical. E quem quisesse podia continuar a recorrer às escadinhas.)

Tudo isto muda quando jogo ao Flight Simulator. Experimento as simulações no computador, escolhendo o mesmo tipo de avião e as mesmas rotas comerciais. Não resisto a simular avarias, aterragens falhadas, padrões de voo quando há excesso de tráfego, mau tempo, fuga de combustível em pleno oceano etc.
Isso faz com que ache profundamente enfadonho um voo normal, daqueles em que se dorme, se vêem uns “vídeos” de fraca qualidade, e se comem aquelas “porcarias” plastificadas e depois aterra-se e pronto, acabou.
Não raras vezes ainda se ouvem “palminhas” para o piloto que nem as merece porque se limitou a voar entre dois aeroportos equipados com ILS e demais equipamentos para aterragens assistidas por instrumentos, em que basta carregar em 2 botões que o avião faz praticamente tudo. Só têm de estacionar e dar a moedinha aos arrumadores que por lá andam, de coletes alaranjados, com aquelas “baguetes” fluorescentes nas mãos. Já vi cerca de quatro arrumadores desses em Stª Apolónia pois, segundo me disseram, os pilotos são bastante sovinas com as gorjetas e “ali ganha-se mais”.
Eu riscava-lhes o avião para eles aprenderem.

Fico mesmo irritado com as “palminhas” para os pilotos, depois das aterragens. Ás vezes são mesmo ovações entusiásticas, como que se os destinatários dessas palmas tivessem acabado de cometer um acto heróico. Então não é esse o trabalho deles? Não é, também, para fazer aterrar o avião que os pilotos ganham ordenados milionários?
Eles nem precisam de mapas, têm GPS e é tudo automático ehh “palminhas” para o piloto que teve menos trabalho, precisou de menos perícia e correu menos perigo que um qualquer taxista em Lisboa.

Amanhã, quarta-feira (que raio de dia tinham eles que escolher…), a TAP voa pela primeira vez para o Aeroporto do Pico, se as condições meteorológicas o permitirem!

segunda-feira, abril 18, 2005

Um Sábado engraçado...


Sábado foi o dia em que o Candelária venceu a Salesiana por seis a cinco. Foi o dia em que a equipa somou mais três pontos, importantes na prossecução dos objectivos do Clube. Foi, também, o dia em que, o Candelária, em função dos resultados da jornada, consolidou o primeiro lugar da tabela classificativa, passando a ser líder isolado.
São, todos, motivos que nos permitirão recordar este dia com alegria. Mas este Sábado, independentemente dos motivos que já citei, será, também, recordado por ter sido o dia em que o “nosso” Bruno Matos regressou ao Pico!
O Bruno ainda não pode jogar, nem o poderá fazer tão cedo, pois o processo de recuperação, da intervenção cirúrgica de que foi alvo, será longo. Mas mais importante que isso, neste momento, é a forma como, o Bruno, tem sabido lidar com o momento adverso que vive. Ele sabe, e acredita, que, a cada dia que passa, o regresso fica mais perto.
A força de vontade e, sobretudo, a alegria com que tem encarado cada etapa da sua recuperação fazem dele um exemplo para todos os desportistas!
À partida para este Candelária – Salesiana, sabíamos que não contávamos com o Bruno Matos (pelos motivos conhecidos), nem com o Ricardo Silva que, fruto da lesão contraída em Turquel, continua com o “braço ao peito” e, bem assim, impossibilitado de dar o seu contributo à equipa (esperamos, sinceramente, que possa voltar aos treinos durante esta semana). Porém, estavam de regresso à equipa o João Matos, que havia cumprido dois jogos de suspensão, e o Paulo Pereira, depois de longa ausência por motivos de ordem profissional.
Sabíamos que os “Salesianos” seriam um osso duro de roer, quer pela experiência adquirida com os confrontos entre as duas equipas na época passada, quer pela carreira que vinham fazendo esta época, mas, mesmo assim, o objectivo era vencer.
Porém, o jogo não começou muito bem. Com uma equipa jovem e muito combativa, a Salesiana foi a primeira a marcar, logo no início do jogo, ficando a vencer por um a zero.
O Candelária, por seu lado, apesar de não ter tido uma noite brilhante, conseguiu a pouco e pouco, não só dar a volta ao resultado (ao intervalo já vencia por dois a um), como, com plena justiça, ir ampliando o resultado até ao seis a dois.
Depois, quando todos já pensávamos que a história do jogo estava ditada, e talvez até fruto de alguma descontracção dos jogadores do Candelária, a Salesiana marcou mais três golos, reduzindo a diferença para a margem mínima, os seis a cinco com que terminou o encontro.
Não foi, como já referi, uma noite brilhante… Mas, com realismo, conseguiu-se o mais importante, a vitória no jogo e os consequentes três pontos.
A “Armada Verde” esteve, como sempre, do primeiro ao último minuto, incansável no apoio à sua equipa.

Em jeito de conclusão, e relativamente ao jogo, diria que este Sábado foi um dia engraçado… Já vivemos Sábados gloriosos e, também, Sábados menos bem conseguidos… Mas, este Sábado, que até proporcionou momentos de alguma emotividade, acabou por ser, apenas, engraçado!

sexta-feira, abril 15, 2005

Musica Açoriana


No âmbito do lançamento de um CD de Música Tradicional Açoriana, realiza-se hoje, sexta-feira, pelas 21.30 horas, na Sociedade de Geografia de Lisboa, um Concerto pelo Coro Ricercare, com a participação da Orquestra Sinfonietta de Lisboa, sob a direcção de Pedro Teixeira e Vasco Pearce de Azevedo.
O programa do concerto será, maioritariamente, constituído por temas populares Açorianos – Rema, Bela Aurora, Chamarrita, Pezinho, Saudade, Meu Bem, e várias outras. Serão também interpretados alguns temas populares Portugueses de outras zonas do País.
A entrada é livre.
Infelizmente, por estar no Pico, não poderei assistir…

quinta-feira, abril 14, 2005

Abrem-se novos horizontes!

No próximo dia 20 de Abril, Quarta-feira, a TAP escalará o Aeroporto do Pico pela primeira vez.
É com agrado que registo este facto e, com maior agrado ainda que, constato que as reservas, para a primeira viagem para a Ilha do Pico, estão, praticamente, esgotadas.
Está definitivamente “instituída” a Gateway do Pico.
Importa, porém, salientar que o processo que conduziu ao início das viagens não foi, está longe de o ser, pacífico. Foram muitos os avanços e recuos.
Desde logo, o adiamento do inicio das viagens, que estavam previstas logo para o inicio de 2005, por motivos de ordem operacional.
Terá sido, aliás, este adiamento, o pólo catalizador de todas as polémicas (umas mais que outras) que se seguiram.
A propósito deste adiamento, e dos motivos que a ele terão obrigado, permitiu-se o Senhor Director do Jornal Diário Insular, da Ilha Terceira, a determinada altura, tecer algumas considerações, no Editorial do Jornal que dirige, que suscitaram reacções de revolta e indignação nos meios Picoenses, e, consequentemente, vários esclarecimentos do mesmo Senhor (diga-se que sem qualquer outro sentido que não tenha sido alimentar a polémica). A verdade é que, propositadamente ou não (quero acreditar que foi apenas uma escolha de palavras pouco feliz), o Senhor Director do Jornal Diário Insular colocou em causa a dignidade das gentes do Pico, tendo-lhe faltado, depois, a humildade suficiente para reconhecer que o Editorial de que havia sido autor tinha sido, no mínimo, infeliz. Jamais poderei conceber que alguém desta Ilha do Pico, mesmo que desprovido de qualquer bom senso, pudesse defender que as viagens se realizassem sem estarem asseguradas as condições mínimas de segurança.
Mas vários outros aspectos constituíram, e nalguns casos continuam a constituir, factor de preocupação. No centro dessa preocupação está, naturalmente, a nova gare de passageiros e carga, que tarda em estar concluída, e as infra-estruturas da nova torre de controlo.
Outro aspecto que continua na ordem do dia, relativamente a este assunto, é o dia - quarta-feira – em que se realizarão as viagens. Importa saber se esta decisão terá tido por base um estudo, devidamente fundamentado, que tenha apontado, claramente, a quarta-feira como o dia em que mais probabilidades existirão de aquela viagem vir a ser rentável, e bem assim, satisfazer plenamente as necessidades de transporte aéreo da população da Ilha do Pico. Se de facto existe este estudo, então, à muito deveria ter sido tornado público. Se não existe, então a escolha das quartas-feiras, ou de qualquer outro dia, poderá vir a revelar-se, a médio prazo, desajustada face às reais necessidades da Ilha, quer em termos de transporte de pessoas, quer em termos de transporte de carga.
O transporte de carga é, aliás, a mais recente polémica à volta deste assunto. De acordo com um “post” publicado no “Blog” do meu, querido, amigo David Borges, a TAP ainda não aceita reservas de carga para as viagens de e para o Pico. Espero, sinceramente, que esta recusa da TAP seja temporária, e que, a muito breve prazo, os comerciantes locais possam usufruir em toda a sua plenitude, das condições que ora se criaram para o transporte de carga.
Fazendo votos de que as obras nas diversas infra-estruturas do Aeroporto do Pico possam estar concluídas em breve, importa agora salientar a importância que esta ligação directa com Lisboa tem, e terá, para a nossa Ilha.
O momento é de satisfação pelo início das ligações aéreas regulares com a Capital e, faço votos, que num futuro próximo essas ligações possam vir a ser aumentadas.
Está aberto um novo horizonte para as gentes do Pico!

quarta-feira, abril 13, 2005

Saber manter a calma!


"Aquele que mantém a calma diante de todas as adversidades da vida mostra simplesmente ter conhecimento de quão imensos e múltiplos são os seus possíveis males, motivo pelo qual ele considera o mal presente uma parte muito pequena daquilo que lhe poderia advir: e, inversamente, quem sabe desse facto e reflecte sobre ele nunca perderá a calma."

Arthur Schopenhauer, in 'A Arte de Ser Feliz'

segunda-feira, abril 11, 2005

Parabéns Madalena!

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Imagem de abertura do "site" do Futebol Clube da Madalena
www.fcmadalena.com

Viva ao Pico!


O Futebol Clube da Madalena é campeão da Série Açores da III Divisão Nacional.
Esta classificação dever-lhe-ia conceder o direito a militar, na próxima temporada, no escalão imediatamente superior da competição: a segunda divisão B. Porém, ainda não é certo que assim aconteça devido à regra que impõe limitações ao número de equipas Açorianas que militam naquele escalão.
Desta forma, pelo menos uma das três equipas Açorianas que actualmente participam no Campeonato Nacional da segunda divisão B, teria de ser despromovida directamente para o Futebol Clube da Madalena ter entrada directa naquela competição. Se tal não acontecer, a equipa da Madalena do Pico terá de disputar uma “liguilha” com a equipa Açoriana menos bem classificada naquele campeonato, onde se decidirá qual das duas jogará o próximo campeonato da segunda divisão.
São as injustiças do Regulamento!

O Vitória Futebol Clube venceu, na Cidade da Horta, o Fayal Sport Clube, sagrando-se campeão da Associação de Futebol da Horta e, bem assim, ganhando o direito a disputar, na próxima época, a Série Açores da III Divisão Nacional.

O Candelária Sport Clube venceu este fim-de-semana em Turquel (jogo a que faço referência no “post” precedente), mantendo o primeiro lugar da classificação, na sua zona, no Campeonato Nacional da Segunda Divisão (os dois primeiro classificados desta zona ganham o direito a participar, na próxima época, no Campeonato Nacional da Primeira Divisão Nacional).

A Ilha do Pico está em grande no panorama desportivo Nacional!
Citei apenas os três exemplos mais recentes do sucesso desportivo “Picaroto”, mas poderia aqui, também, como forma de ilustrar a frase “A Ilha do Pico está em grande no panorama desportivo Nacional!”, fazer referência ao sucesso que tem tido os nossos Atletas nos Campeonatos Nacionais e Internacionais de Corridas em Patins, ou falar-vos da carreira das equipas de Voleibol do Ribeirense, ou ainda dos sucessos do Ténis de Mesa Picoense… e depois, ainda, poderia falar da Corrida dos Reis, que se realizou no inicio do ano, e do Torneio de Hóquei em Patins, de âmbito Internacional, que se realizará na Ilha do Pico!

VIVA AO PICO!

Chegar, Ver e Vencer!


É Sábado e estamos de partida. A viagem promete ser rápida, pois o regresso é logo no dia seguinte, Domingo.
Como sempre são várias as etapas até ao destino final: primeiro de barco, depois de avião, e finalmente de autocarro. São muitas horas de viagem até ao destino Turquel, com apenas uma paragem, de pouco menos de duas horas, para um lanche e uns minutos de descanso.
A viagem, apesar de longa e cansativa, decorre com toda a normalidade. Há muito que se tornou um hábito fazer viagens assim…
Estão ausentes o João Matos (que cumpre o seu último jogo de castigo) e o Bruno Matos (que continua a recuperar da operação cirúrgica a que foi submetido). Mas apesar de ausentes fisicamente transportamo-los connosco, no nosso coração.
Quem também está ausente nesta viagem a Turquel, é o nosso amigo, companheiro de aventuras e desventuras, e repórter da Rádio Pico, Jorge Terra. Motivos que se prendem com a inauguração das instalações da Filarmónica União e Progresso Madalense obrigam a que permaneça no Pico. O Jornalista que nos acompanha é o Carlos Goulart, que também é um velho conhecido do grupo.
Chegados a Turquel, ali ao pé de Alcobaça, é hora de descomprimir um pouco, relaxar uns minutinhos, poucos, pois logo depois a concentração terá de ser máxima. O jogo em Turquel é importante, e não se prevê que possa ser fácil.
O “XIXA” – Jorge Maceda – é a imagem da felicidade à chegada a Turquel, esperam-no a mulher e as duas “filhotas”, que atravessaram metade do País para poderem estar juntos. As duas crianças disputam o colo do Pai. Vivem-se instantes de emotividade e de muita alegria!

Estão presentes, também, mais algumas caras conhecidas: a "namorada" do Mauro, que não perde um jogo, e os Pais do Ricardo Silva, que também não perdem uma oportunidade de matar saudades do filho.
A hora do jogo aproxima-se rapidamente. Do outro lado está um adversário que nos merece o maior respeito. Um adversário temível quando joga no seu terreno.
Mas esta equipa do Candelária à muito se habituou a ambientes adversos e adversários complicados. A confiança é elevada!
Os árbitros são velhos conhecidos… enfim, os Árbitros… não me apetece falar de árbitros!
O encontro começa com o Candelária a impor o seu jogo, a jogar bom hóquei e a dominar a partida. As oportunidades de golo sucedem-se, e a superioridade do Candelária é notória. Ao intervalo a vitória por um a zero só peca por escassa.
No intervalo recuperam-se forças e antevê-se uma segunda parte difícil.
Na etapa complementar do desafio, o Turquel, logo nos minutos iniciais, consegue empatar o jogo. As emoções estão ao rubro! O jogo está vivo e emotivo!
Mas o Candelária não “abana”, continua a mandar no jogo e, com justiça, acaba por fazer mais dois golos, fixando o resultado final em três a um.
Está ultrapassado mais um desafio. Mais uma vitória conseguida!
Nunca antes o Candelária havia conseguido vencer em Turquel!
Foram três pontos importante que mantém a equipa no topo da Classificação.
O ambiente era, obviamente de alegria e satisfação.
Durante todo o jogo foram vários os contactos mantidos com o nosso “Bruninho” que, apesar de distante fez questão de acompanhar todas as incidências do jogo, deixando sempre, a cada contacto, a cada “sms” uma mensagem de incentivo para os seus colegas.
Deste jogo resulta, porém, mais uma preocupação para o futuro próximo. O Ricardo Silva é alvo de uma pancada violenta de um adversário e, lesionado e com dores, é obrigado a ver grande parte do jogo do banco de suplentes. Observado no Hospital depois do jogo, e já acompanhado pelos Pais, que fazem questão de acompanhar a carreira do filho, foi-lhe diagnosticada uma lesão no ombro que, em princípio, e salvo melhor apreciação, impedirá, em principio, o Ricardo de competir durante algumas semanas.
Quero aqui, desde já, desejar ao Ricardo Silva rápidas melhoras, e fazer votos de que rapidamente possa estar de volta à competição.
Desejos de felicidades, e de uma boa recuperação, também, para o Bruno Matos que continua o seu longo processo de recuperação.

No próximo fim de semana será a vez da Juventude Salesiana, no Pavilhão da Escola Cardeal Costa Nunes.

sexta-feira, abril 08, 2005

Memórias do Porto velho! (4)

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quinta-feira, abril 07, 2005

A Felicidade é o Caminho!


"Durante muito tempo pensei que a vida estava prestes a começar, a vida de verdade. Mas havia sempre um obstáculo, algo que tinha que se ultrapassar, algo mal acabado, uma dívida para pagar, e aí sim, a vida ia realmente começar. Até que percebi que esses obstáculos são, afinal, a minha (a nossa) vida".
Esta perspectiva ajuda-nos a perceber que não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho!
Desta forma, importa valorizar cada momento da nossa vida. E valorizar mais, ainda, os momentos que podem ser, e são, partilhados com alguém especial...
A decisão dever ser, e é, a de que não existe melhor momento do que agora para ser feliz…
A felicidade é uma viagem e não um destino!
"Trabalhe como se não precisasse do dinheiro, ame como se nunca se tivesse desiludido e dance como se ninguém estivesse a olhar."

O tempo


"O tempo é a única prova segura de tudo. Não só é o crítico mais severo; é o crítico recto e preciso. Ninguém pode julgar do valor disto ou daquilo num momento, porque só o tempo o pode fazer. O tempo dar-lhe-á o valor que merece. (...) Nunca se deixe enganar pelo calendário. O ano só tem os dias que sabe empregar bem. Uma pessoa pode ter num ano o valor de uma semana, enquanto outra tira o valor de um ano inteiro em uma semana."

Alfred Montapert, in 'A Suprema Filosofia do Homem'

quarta-feira, abril 06, 2005

Momentos (11)


"O desgosto e a alegria dependem mais do que somos do que daquilo que nos acontece."

Multatuli in 'Ideias'

É Absurdo Falar da Ignorância da Juventude


"Para recuperar a minha juventude era capaz de fazer tudo no mundo, excepto ginástica, levantar-me cedo, ou ser respeitável. A Juventude! Não há nada que se lhe compare. É absurdo falar da ignorância da juventude. Hoje em dia só tenho algum respeito pelas opiniões das pessoas muito mais novas do que eu. Parecem-me estar à minha frente. A vida revelou-lhes a sua última maravilha. Quanto aos velhos, contradigo-os sempre. É uma questão de princípio. Se lhe pedirmos opinião sobre uma coisa que aconteceu ontem, eles dão-nos solenemente as opiniões correntes em 1820, quando as pessoas usavam golas altas, acreditavam em tudo e não sabiam absolutamente nada."

Oscar Wilde, in 'O Retrato de Dorian Gray'

Os jovens de hoje!


Regularmente saem nos jornais crónicas, artigos de opinião, cartas, reflexões, editoriais e até (pasme-se) posts em blogues de referência a reclamar contra a «falta de qualidade» da juventude dos nossos dias, seja como maus estudantes, como incultos, como drogados, como mimados, como feios, sujos, porcos e maus…
Quem as escreve, normalmente, já ultrapassou à muito os 40 anos o que pode, à primeira vista, dar a entender que se trata de uma vingança. O pai bate no filho e o filho, quando crescer, bate no filho dele. E assim se mantém uma bela tradição. É escusado fazer uma lista dos gritos de alerta dos quarentões em 1960 quando, um pouco por todo mundo, surgiam o rock&roll, a cultura beatnick, os hippies e até as manifestações pelos direitos cívicos.
O mundo está em mudança permanente e a maior parte de nós não a acompanha. Parece quase impossível diga-se, tal é a velocidade a que ela molda o novo mundo.Mas pelo menos o bom senso podia imperar e calar os juízos perfeitamente cretinos e reaccionários.
Quantos de vocês já leram que os estudantes hoje chegam à Universidade a saber menos, que «no tempo deles» os alunos eram todos muito bons, que valorizavam o trabalho e tinham disciplina? É um perfeito disparate. O ensino democratizou-se. Se antes era privilégio de elites, hoje é acessível a toda gente. Não é de estranhar que a alta esfera de agora andou toda nas mesmas escolas secundárias, que foram todos amigos de infância, que todos eles, quase invariavelmente, vêm de famílias da alta burguesia.
Como se pode dizer que os jovens de hoje sabem menos português quando a taxa de analfabetismo, elevadíssima em Portugal, tem vindo a descer? No tempo de juventude dos que escrevem esta frase, o analfabetismo era praticamente geral e só uns 5 ou 10% da população sabia escrever.
Já vi escrito, num artigo de opinião no Público por não sei quem (uma professora) que «estão a substituir Eça de Queirós pelo Harry Potter». Oh Meu Deus... não há limites. Eu lia coisas piores do que Harry Potter. Li um livro chamado "O Escaravelho da Morte", os livros de lombada verde da série das aventuras em que se jogava com dados e lápis, os contos todos de Enid Blyton, a BD toda a que pudesse deitar as mãos, especialmente Tio Patinhas... E agora que leio livros do Steinbeck, Dan Brown ou/e José Gil, isso confere-me alguma autoridade especial para emitir juízos desse tipo?
Queixam-se que «qualquer pessoa tira um curso». Fazem-no porque sentem uma ameaça ao seu próprio estatuto. Cresceram numa época meio saloia em que ser “Doutor” era o que os distinguia do resto da criadagem. Hoje, o filho da criada, pode, mesmo com más notas, completar um curso numa Universidade qualquer, pública ou privada, e a criada pode dizer-lhes com orgulho “o meu filho também é doutor”.
A ilusão é a de que basta ter um título para se ser promovido socialmente e quer a criada, quer a professora universitária que escreve o artigo de opinião, padecem dessa ilusão.
A filtragem, a verdadeira selecção, é feita no mercado de trabalho e hoje, essa filtragem, é muito mais fina do que era. O desemprego de mão de obra qualificada é algo relativamente novo em Portugal. Há 30 anos se fossem doutores, tinham garantido o sucesso material.
É verdade que se pode tirar uma licenciatura, um mestrado e até um doutoramento numa qualquer universidade pouco credível mas a entidade patronal vai ter isso em conta. E se há excesso de oferta então os critérios serão mais restritos. Nunca vi ninguém que tenha tirado um curso aldrabado numa qualquer universidade aldrabada, sem ter de ter estudado nada de especial, a ter sucesso no mercado de trabalho. A própria escolha do curso superior deve ter isso em consideração e muitos jovens esquecem isso quando seguem apenas a vocação por forma a fugir a outras coisas “chatas”.
Por outro lado, o direito a estudar, a expandir os horizontes, a viver a juventude mais uns anos, é algo de fundamental nas sociedades modernas. Dizem que temos demasiada gente nas universidades mas é mentira, somos o país da Europa com menos licenciados.
O que as elites iluminadas querem é que logo aos 17 anos haja jovens que escolham ser pedreiro, electricista ou mecânico como vocação. Chegam mesmo a dizer que essas profissões são tão válidas como as outras, se bem que eles próprios nunca sujariam as mãos de óleo queimado ou argamassa.
Poderia listar, depois de uma pesquisa, todos os prémios que estudantes universitários portugueses têm conseguido ganhar em todo mundo, muitos inéditos. E no entanto há artigos de opinião que dizem que os jovens de hoje “já não são feitos do mesmo material que os de antigamente” e que lançam alertas de “onde é que isto vai parar?”, pelo meio de queixas de depressões profundas e desgosto pela profissão.
O que se passa é que esses professores também eles estão a ser filtrados. Há professores a mais. Os melhores, com a melhor formação e currículo, estarão em universidades e cursos que atraem bons estudantes. Os piores podem estar no desemprego ou num curso fácil que apele àqueles que só não querem é começar a trabalhar já e ainda querem ser estudantes.
Um dos astrofísicos mais conceituados do mundo, diz que os estudantes têm demasiadas disciplinas. Que deviam ter mais tempo para ser jovens e menos horas de aulas. Que há todo o tempo para formar uma personalidade depois.
Por isso, tenham calma “oh velhadas”. Os jovens de agora endireitam-se quando crescerem. São só adolescentes, como vocês eram. Lembram-se?

terça-feira, abril 05, 2005

A Arte de ser Feliz!


"Ao olharmos para tudo o que não possuímos, costumamos pensar: «Como seria se fosse meu?», e dessa maneira tornamo-nos conscientes da privação. Em vez disso, diante do que possuímos, deveríamos pensar frequentemente: «Como seria se eu o perdesse?»"

Arthur Schopenhauer, in 'A Arte de Ser Feliz'

Património da Humanidade

Paisagem da Cultura da Vinha do Pico



"A extraordinária beleza da paisagem de pequenos campos murados é o testemunho de gerações de pequenos agricultores que, num ambiente hostil, criaram uma forma de vida sustentável e um vinho muito apreciado" (Justificação da UNESCO para a inscrição da Paisagem da Cultura da Vinha na sua lista de Património Mundial).

segunda-feira, abril 04, 2005

Mais seis, pelo Bruno...


Antevia-se um grande jogo!
O resultado era incerto… ninguém se atrevia a fazer prognósticos!
A equipa do Alenquer era a única que, à partida para a jornada do fim-de-semana, somava vitórias em todos os jogos disputados nesta segunda fase.
O dia foi passado com tranquilidade. Passavam poucos minutos das 19.30 horas, e lá estávamos todos, alegremente (como é hábito), para disputar mais um jogo!
As ausências de vários jogadores - Bruno Matos, João Matos e Paulo Pereira - eram sinónimo de preocupação, pois o leque de opções disponíveis reduzia-se exponencialmente.
Mas, às 19.30 horas, quando a equipa se concentrou, imperava a confiança, e aquele sentimento de “alegria”, que nos tem acompanhado nos grandes momentos! As preocupações haviam ficado bem longe do balneário. Havia, porém, um sentimento de solidariedade, até de saudade, pelo “nosso Bruninho”, e o desejo enorme de vencer em seu nome!
Importa fazer aqui um parêntesis para referir que a ausência do João Matos resultou da exibição de um cartão vermelho em Sesimbra que redundou em dois jogos de suspensão; que a ausência do Paulo Pereira se deve, essencialmente, a motivos de ordem profissional que o tem impedido de treinar; e, finalmente, a ausência do Bruno Matos, que esta época não deve voltar a competir, devido a uma lesão grave num joelho que o obrigou a uma intervenção cirúrgica, devendo ser longo o período de recuperação. Merece, ainda, destaque a enorme força de vontade que o Bruno tem demonstrado, não desanimando perante tamanha adversidade – Força Bruno!
A hora do jogo aproximava-se e, conscientes do seu valor, todos desejavam levar de vencida a equipa do Alenquer. Depois de tantos jogos disputados com aquela equipa sem nunca conseguirmos vencer, todos acreditávamos ter chegado a hora.
O jogo começou com ritmo elevado, e com o Candelária a controlar as operações… pouco demorou para aparecerem os golos. Adivinhava-se mais uma noite gloriosa!
A Armada Verde, como sempre, incansável, dava um colorido enorme ao Pavilhão… o público vibrava com as incidências do jogo!
O jogo estava vivo, muito competitivo, os golos iam acontecendo numa e noutra baliza. O intervalo estava já próximo quando, na sequência de um lance, no mínimo, polémico, o Alenquer empatou o jogo a três golos. Na sequência desse lance o Árbitro convidou-me, com pouca delicadeza, a assistir ao que restava do jogo (toda a segunda parte) na Bancada. Agora, enquanto escrevo estas linhas, passaram-se já quase dois dias, ainda não percebi o que terá passado pela cabeça do homem… (que fique claro que não fui expulso, nem haveria motivo para tal. Suponho, e é apenas uma suposição, que o homem do apito só naquele momento se terá apercebido de que eu não estava identificado, e bem assim não poderia estar naquele local).
Pouco depois vinha o intervalo. Os ânimos estavam ao rubro. O jogo estava empatado. Estava tudo em aberto para a etapa complementar do jogo.
Depois do descanso, os jogadores do Candelária voltaram à partida decididos a assumir as despesas do jogo e a tudo fazer para o vencer.
Muito concentrados, e com um espírito competitivo merecedor dos maiores elogios, os jogadores do Candelária voltaram a colocar-se na frente do marcador. Foi, novamente, uma explosão de alegria no pavilhão… o público entusiástico manifestava o seu apoio à equipa.
A pouco e pouco os golos continuaram a surgir, até se atingir o seis a três, resultado com que terminou o encontro.
O Candelária, pela primeira vez, levava de vencida a sua congénere de Alenquer!
Aí estavam mais “seis” golos marcados. Mais três pontos somados. Estava alcançada a liderança da tabela classificativa.
Foi, indiscutivelmente, uma grande noite!
No final, entre sorrisos cúmplices, imperava um sentimento de felicidade pela vitória, mas ao mesmo tempo de nostalgia, pela ausência do “nosso Brasileiro”. A vitória havia sido por ele, e para ele, com o desejo de rápidas melhoras!
Estão de parabéns os homens que constituem o grupo de trabalho do CSC. Está de parabéns o Ricardo Santos que tão bem tem sabido liderar os seus jogadores.
Estão de parabéns todos aqueles que, incondicionalmente, jogo a jogo, tem apoiado esta equipa.
Agora, é tempo de continuar a olhar em frente, com optimismo, com confiança, e sobretudo com muita humildade!

Não há soluções, há caminhos!


"Tudo o que não cresce, decresce e arrisca-se a desaparecer. Este parece ser um princípio básico da vida. Não há meio termo, ninguém fica de fora desta realidade. Se deixo de investir numa relação, ela não se aguenta; se não dou continuidade à minha formação, deformo-me inevitavelmente, e por aí fora... E quem não continua a investir na fé e no amor, corre o risco de perder ambas as coisas."

(Padre) Vasco Pinto de Magalhães, in 'Não Há Soluções, Há Caminhos'