Mais seis, pelo Bruno...
Antevia-se um grande jogo!
O resultado era incerto… ninguém se atrevia a fazer prognósticos!
A equipa do Alenquer era a única que, à partida para a jornada do fim-de-semana, somava vitórias em todos os jogos disputados nesta segunda fase.
O dia foi passado com tranquilidade. Passavam poucos minutos das 19.30 horas, e lá estávamos todos, alegremente (como é hábito), para disputar mais um jogo!
As ausências de vários jogadores - Bruno Matos, João Matos e Paulo Pereira - eram sinónimo de preocupação, pois o leque de opções disponíveis reduzia-se exponencialmente.
Mas, às 19.30 horas, quando a equipa se concentrou, imperava a confiança, e aquele sentimento de “alegria”, que nos tem acompanhado nos grandes momentos! As preocupações haviam ficado bem longe do balneário. Havia, porém, um sentimento de solidariedade, até de saudade, pelo “nosso Bruninho”, e o desejo enorme de vencer em seu nome!
Importa fazer aqui um parêntesis para referir que a ausência do João Matos resultou da exibição de um cartão vermelho em Sesimbra que redundou em dois jogos de suspensão; que a ausência do Paulo Pereira se deve, essencialmente, a motivos de ordem profissional que o tem impedido de treinar; e, finalmente, a ausência do Bruno Matos, que esta época não deve voltar a competir, devido a uma lesão grave num joelho que o obrigou a uma intervenção cirúrgica, devendo ser longo o período de recuperação. Merece, ainda, destaque a enorme força de vontade que o Bruno tem demonstrado, não desanimando perante tamanha adversidade – Força Bruno!
A hora do jogo aproximava-se e, conscientes do seu valor, todos desejavam levar de vencida a equipa do Alenquer. Depois de tantos jogos disputados com aquela equipa sem nunca conseguirmos vencer, todos acreditávamos ter chegado a hora.
O jogo começou com ritmo elevado, e com o Candelária a controlar as operações… pouco demorou para aparecerem os golos. Adivinhava-se mais uma noite gloriosa!
A Armada Verde, como sempre, incansável, dava um colorido enorme ao Pavilhão… o público vibrava com as incidências do jogo!
O jogo estava vivo, muito competitivo, os golos iam acontecendo numa e noutra baliza. O intervalo estava já próximo quando, na sequência de um lance, no mínimo, polémico, o Alenquer empatou o jogo a três golos. Na sequência desse lance o Árbitro convidou-me, com pouca delicadeza, a assistir ao que restava do jogo (toda a segunda parte) na Bancada. Agora, enquanto escrevo estas linhas, passaram-se já quase dois dias, ainda não percebi o que terá passado pela cabeça do homem… (que fique claro que não fui expulso, nem haveria motivo para tal. Suponho, e é apenas uma suposição, que o homem do apito só naquele momento se terá apercebido de que eu não estava identificado, e bem assim não poderia estar naquele local).
Pouco depois vinha o intervalo. Os ânimos estavam ao rubro. O jogo estava empatado. Estava tudo em aberto para a etapa complementar do jogo.
Depois do descanso, os jogadores do Candelária voltaram à partida decididos a assumir as despesas do jogo e a tudo fazer para o vencer.
Muito concentrados, e com um espírito competitivo merecedor dos maiores elogios, os jogadores do Candelária voltaram a colocar-se na frente do marcador. Foi, novamente, uma explosão de alegria no pavilhão… o público entusiástico manifestava o seu apoio à equipa.
A pouco e pouco os golos continuaram a surgir, até se atingir o seis a três, resultado com que terminou o encontro.
O Candelária, pela primeira vez, levava de vencida a sua congénere de Alenquer!
Aí estavam mais “seis” golos marcados. Mais três pontos somados. Estava alcançada a liderança da tabela classificativa.
Foi, indiscutivelmente, uma grande noite!
No final, entre sorrisos cúmplices, imperava um sentimento de felicidade pela vitória, mas ao mesmo tempo de nostalgia, pela ausência do “nosso Brasileiro”. A vitória havia sido por ele, e para ele, com o desejo de rápidas melhoras!
Estão de parabéns os homens que constituem o grupo de trabalho do CSC. Está de parabéns o Ricardo Santos que tão bem tem sabido liderar os seus jogadores.
Estão de parabéns todos aqueles que, incondicionalmente, jogo a jogo, tem apoiado esta equipa.
Agora, é tempo de continuar a olhar em frente, com optimismo, com confiança, e sobretudo com muita humildade!


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