No avião!
Pelo menos uma vez por mês, e ás vezes até duas, lá vamos nós…
São duas horas e meia até Lisboa, e dois dias depois as mesmas duas horinhas e meia, de regresso à Horta!
Eu, até, nem desgosto de voar. Quando era criança alimentava o sonho de um dia poder ser piloto de aviões (enfim… sonhos de crianças!).
Porém, convenhamos que, é aborrecido.
Ao fim das primeiras viagens, rapidamente fiquei cansado de ver descritos os mesmos processos de emergência, vezes e vezes sem conta, sem nunca os poder pôr em prática! É uma autêntica tortura mostrarem-me aqueles coletes amarelos “que estão debaixo do assento”, as janelas, sobre as asas, que se transformam em portas, e as engraçadas mangueiras de emergência e nunca nos deixarem brincar com estes “artefactos high-tech”! Para quê descer as enfadonhas escadinhas quando se pode escorregar tubo abaixo como num “Aquaparque”? (pelo menos o desembarque seria bem mais engraçado, muito mais radical. E quem quisesse podia continuar a recorrer às escadinhas.)
Tudo isto muda quando jogo ao Flight Simulator. Experimento as simulações no computador, escolhendo o mesmo tipo de avião e as mesmas rotas comerciais. Não resisto a simular avarias, aterragens falhadas, padrões de voo quando há excesso de tráfego, mau tempo, fuga de combustível em pleno oceano etc.
Isso faz com que ache profundamente enfadonho um voo normal, daqueles em que se dorme, se vêem uns “vídeos” de fraca qualidade, e se comem aquelas “porcarias” plastificadas e depois aterra-se e pronto, acabou.
Não raras vezes ainda se ouvem “palminhas” para o piloto que nem as merece porque se limitou a voar entre dois aeroportos equipados com ILS e demais equipamentos para aterragens assistidas por instrumentos, em que basta carregar em 2 botões que o avião faz praticamente tudo. Só têm de estacionar e dar a moedinha aos arrumadores que por lá andam, de coletes alaranjados, com aquelas “baguetes” fluorescentes nas mãos. Já vi cerca de quatro arrumadores desses em Stª Apolónia pois, segundo me disseram, os pilotos são bastante sovinas com as gorjetas e “ali ganha-se mais”.
Eu riscava-lhes o avião para eles aprenderem.
Fico mesmo irritado com as “palminhas” para os pilotos, depois das aterragens. Ás vezes são mesmo ovações entusiásticas, como que se os destinatários dessas palmas tivessem acabado de cometer um acto heróico. Então não é esse o trabalho deles? Não é, também, para fazer aterrar o avião que os pilotos ganham ordenados milionários?
Eles nem precisam de mapas, têm GPS e é tudo automático ehh “palminhas” para o piloto que teve menos trabalho, precisou de menos perícia e correu menos perigo que um qualquer taxista em Lisboa.
Amanhã, quarta-feira (que raio de dia tinham eles que escolher…), a TAP voa pela primeira vez para o Aeroporto do Pico, se as condições meteorológicas o permitirem!


3 Comments:
Já viram o gozo que ia ser se cada vez que fazemos um qualquer trabalho, facil ou dificil, toda a gente batesse palmas. Ia ser lindo!!!
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Keep up the good work » »
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